Do que é que estou à espera?

Porque cansa viver assim. Saber que podemos ser melhores e optarmos, conscientemente, por não sair da nossa zona de conforto. Cansa e dói. Dói muito.

Estou cansada de mim. Cansada deste meu eu que teima em boicotar-se, que se dá como derrotado antes da meta, que deixa sempre a insegurança falar mais alto. Mas, o que me cansa ainda mais é estar ciente disso há demasiado tempo. Porque há um outro lado de mim que se quer libertar. Que sabe que eu consigo e quero ser melhor. Que quer morrer a tentar. Que quer destruir os demónios do passado.

Que quer começar a acreditar.

Porque cansa viver assim. Saber que podemos ser melhores e optarmos, conscientemente, por não sair da nossa zona de conforto. Cansa e dói. Dói muito.
Sufoca, rasga, arde.

Como é que eu cheguei aqui, pergunto-me. Foram várias as vezes em que tentei superar-me, todas elas falhadas, resumidas, inevitavelmente, numa frase: “não consigo.” Como é que isto se explica? Como é que podemos viver com a evidência de que somos o nosso pior inimigo?
Sei que esta minha luta interior vai no início e que uma vida de inseguranças, não se reconstrói de um dia para o outro. Mas, hoje, tomei consciência que só dependo de mim. Que a minha maior força vem com a vontade de me abraçar a mim mesma. Aceitação e superação são duas palavras que vou ter que conseguir usar na mesma frase. Até porque, amanhã pode ser tarde. E eu quero sentir a paz do meu abraço.

(Do que é que eu estou à espera?…)

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