semana 3

Sustos De Novembro

A minha filha chora enquanto o irmão tenta fazer uma cara de forte, sabendo eu que está cheio de medo e deserto para se enroscar em casa, onde os monstro se não lhe chegam.

De repente, oiço alguém a chamar o meu nome e um carro a apitar.

– Papá! Papá! Já estou pronto! Podemos ir! – diz o Francisco a correr pelas escadas abaixo, vestido de Frankenstein, com uma abóbora como balde de doces.

– Calma rapaz, vamos já! – digo eu calmamente, enquanto agarro uma princesa da Disney pela mão e  ponho uma máscara de diabo que a Ana me achou numa loja qualquer, enquanto comprava os fatos de Halloween dos miúdos.

A turma do Francisco decidiu que esta ano iam pedir o “Doce ou Travessura” na noite de Halloween.

E lá vamos os três, rua abaixo, porta a porta, a pedir doces e a assustar os amigos dos meus filhos que de nós se aproximam.

– Posso comer um doce, Papá? – diz a Rita, por baixo da sua coroa de Elsa do “Frozen”.

Eu digo-lhe que sim, segundos antes de ambos se porem a correr pela estrada abaixo, até os ver a alcançar o átrio da igreja.

Ouvem-se gritos, choros. Olho em volta e vejo crianças da idade dos meus filhos a correr de volta aos colos dos pais e mães que os acompanhavam.

– Rita! Francisco! – grito eu desamparado, preocupado com o que pode ou não ter acontecido.

– Papá! Um monstro!

Ao longe, dois olhos amarelos olham para nós, destacando-se no escuro, enquanto se ouvem sons de ventos fortes.

– Um fantasma! – gritam as crianças.

Famílias correm rua acima, crianças choram.

A minha filha chora enquanto o irmão tenta fazer uma cara de forte, sabendo eu que está cheio de medo e deserto para se enroscar em casa, onde os monstro se não lhe chegam.

De repente, oiço alguém a chamar o meu nome e um carro a apitar.

– Pedro! Sou só eu!

Ao voltar-me para trás, vejo a Ana, a rir ás gargalhadas.

– Mamã! Eras o monstro! –  Diz a Rita, se bem que ainda a chorar, enquanto corre para se abraçar á mãe.

– Acho que ganhaste o prémio de melhor disfarce. – Ouve-se a voz pequenina do meu herói, do único que não correu para os meus braços e se fez de forte.

– Também acho que sim! – Digo eu, enquanto coloco os miúdos no carro, de volta a casa, envoltos de riso e dos sustos que mostram às crianças o verdadeiro sentido do Halloween.

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