Fevereiro 2016

Amo-te Todos Os Dias

Desculpa, mas não quero celebrar este dia. Quero celebrar todos os os dias, todos os dias em que o calendário e a vida me permitirem acordar e adormecer a teu lado, na nossa cama, no nosso Mundo.

Por isso, apenas peço algo. Que hoje seja o primeiro dia do resto das nossas vidas.

14 de Fevereiro de 2016

Meu amor,

Dizem que hoje te deveria de amar de forma diferente.

Que supostamente deveria de celebrar o dia de uma forma mais elegante, oferecer-te um presente, um ramo de rosas e chocolates ou até um jantar romântico em um qualquer restaurante da cidade.

Dizem até que te deveria de oferecer uma prenda da tua wishlist, como o bilhete do concerto que tanto gostavas de ir assistir ou fazer uma viagem a dois, a um sítio em que nunca haveramos colocado os pés.

Que devíamos de nos vestir de fraque e vestido longo, tal Audrey Hepburn ou James Bond, irmos a um sítio em que o chic style significa carta branca à entrada.

Mas e se eu te disser que não prefiro nada disso?

Que tu és linda/o de qualquer maneira e que não necessitas de parecer um manequim tirada/o de uma revista para seres a pessoa que mais amo, idolatro e mais quero a meu lado?

Que o prazer estético que me dás quando te vestes em roupas de marca é o mesmo que me dás quando deambulas pela casa de pijama ou calças largas?

Que prefiro estar sentada/o no sofá, cabeças apoiadas em ombros e a comer caixas de gelado e pizzas, do que a comer algo de um restaurante em que sei que não vou ficar de estômago cheio (pois acabamos sempre num McDonald’s mais próximo)?

O amor não se vê. Sente-se. Ou vê-se, pois quando olho para ti o meu sorriso aumenta três vezes de tamanho e o meu coração palpita a querer explodir de ternura perante ti.

Amo-te de uma maneira que é de manhã, quandos deitadas/os na cama, ainda sem lavar os dentes e enquanto dormes, que me apercebo mais e mais desse facto.

Amo-te de uma maneira que os pequenos-almoços que são só nossos contam mais do que restaurantes inundados de casais.

De uma maneira que aprendi a gostar da tua família, mesmo ela não sendo perfeita e o teu pai e a tua mãe estarem sempre de pé atrás, pois acham que não te mereço.

Amo-te qundo me trocas por um livro ou por um filme, ou mesmo por um jogo qualquer que seja o teu pequeno guilty pleasure.

Amo as nossas brigas, as que temos e as que deixamos por ter, os beijos que trocámos, os que se perderam e os que ainda virão.

Não gosto, no entanto, em que exista um dia em que o amor e o amar alguém deva ser celebrado.

Se o Natal é quando uma pessoa quer, porque não é também o S.Valentim?

Desculpa, mas não quero celebrar este dia. Quero celebrar todos os os dias, todos os dias em que o calendário e a vida me permitirem acordar e adormecer a teu lado, na nossa cama, no nosso Mundo.

Por isso, apenas peço algo. Que hoje seja o primeiro dia do resto das nossas vidas.

E é a medo que te faço uma das mais importantes perguntas da minha vida.

Meu amor, queres morar comigo?

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