Uma Aventura de Natal

Escadas acima, seguido pelos seus pais e entrando a correr pelo seu quarto, directo ao soldado de chumbo que tinha assente no parapeito da janela, uma última pista dizia:

– Senta na cama e fecha os olhos para que não possas ver a Magia do Natal para ti acontecer!

– Mamã! Mamã! Ele veio! Papá! Anda, anda! Levantem-se! – gritava o pequeno Tomás radiante, saltando a puras forças na cama dos pais.

Aos três anos, o Tomás sabia agora como aproveitar o Natal, acreditando que o velho das barbas brancas e de fato vermelho, que percorria as ruas da cidade onde vivia era, a todo o custo, um ajudante do verdadeiro Pai Natal, enquanto esse trabalhava sem cessar, nos presentes de todos os meninos e meninas do Mundo,na sua fábrica do Pólo Norte.

Correndo pelas escadas abaixo, saltando os degraus de dois em dois, Tomás sorria e cantava, esperando ver os presentes espalhados debaixo  da árvore de Natal.

Em vez disso, um pequeno envelope se encontrava por entre os galhos do pinheiro.

– O que é isto? – perguntou a Mãe do Tomás, olhando o petiz meio curiosa.

Devagarinho, Tomás e a Mãe abriam o envelope que continha um pequeno mapa.

– É  um mapa do tesouro! – explicou o Pai. – “O Pai Natal deve tê-lo deixado para tu encontrares os teus presentes. Mas não tem pistas.

– Aqui! – Tomás gritava, ao apanhar um pequeno papel que lhe havia caído aos pés e que lia:

– Aqui eu me sento para descansar e tu quatro passos dás para me apanhar!

– A cadeira! – exclama o petiz a sorrir, enquanto um outro pedaço de papel dourado o fitava  pelo meio das almofadas.

– Quando os cereais quiseres comer, esta cadeira te faz crescer!

Correndo para a cadeira  onde se sentava a todas as refeições, um outro papel aparecia de frente para os seus olhos.

– E agora, para não escorregar, sobe as escadas devagar. Segue as setas com cuidado e aperta a mão do soldado!

Escadas acima, seguido pelos seus pais e entrando a correr pelo seu quarto, directo ao soldado de chumbo que tinha assente no parapeito da janela, uma última pista dizia:

– Senta na cama e fecha os olhos para que não possas ver a Magia do Natal para ti acontecer!

Seguindo as ordens do Pai Natal, o pequeno Tomás fechou os olhos, enquantoque, por magia, todos os seus presentes apareciam ao seu lado na cama.

– Eu sabia que ele tinha vindo! Feliz Natal, Mamã! Feliz Natal, Papá!

– Feliz Natal, Tomás!, diziam os seus pais, observando a maior magia do Mundo a acontecer em frente aos seus olhos.

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