Ode à luz

Avançam, incólumes,

Olhos postos no objetivo.

Sem critério seletivo,

Esmagam a terra valida.

 

Comandados pelo ódio e o terror,

Proferem palavras de ordem febril,

Esmagam em toda a cidade o ardil,

Profanam por todo o lado o horror.

 

Traída p’lo teu marechal

Clamas a Londres por auxílio.

General de Gaulle no exílio

Combate o seu próprio país.

 

No coração de uma França invadida

Divides-te pelos teus conterrâneos.

No negro dos dias contemporâneos,

A tua liberdade está fendida.

 

Os teus valores invertidos

Às mãos dos soldados nazistas

Deste mundo monopolistas,

Ferem-te o orgulho ferido.

 

A norte desembarcam os Aliados.

Por toda a costa, forças solidárias

Expulsam os alemães ludibriados,

Devolvem-te as convicções necessárias.

 

Brilhas de novo, de hora a hora;

Luzes que incorporam a memória

E recordam a tua história

Espalhada por cada canto.

 

Ameaçaram a tua integridade

Roubaram-te vidas, sonhos e dias.

Guardaste, no entanto, o que defendias:

Liberdade, igualdade e fraternidade.

 

 

 

 

 

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