A Espera

O isolamento arrancou-lhe as recordações das quatro paredes, que via agora cada vez mais nuas e tirou-lhe os retratos de outros tempos, comeu-lhe as entranhas e amareleceu-lhe as peles.

Deixou-o à janela, como gato manso ao sol, de boina na cabeça, a olhar sem ver quem passa. À espera.

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Palavras

Puxo-te para mim, num abraço que pressinto ser o último, porque nem todos os amores são Amor e nem todas as noites são para ser memoráveis. As palavras já as gastámos e onde antes as conversas consumiam as horas, existe agora o silêncio.

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Crónicas existenciais 1.01 ou a origem do meu CPR

Esperamos calando os nossos pequenos anseios. Esperamos por segundas oportunidades ou primeiras aventuras. […] Esperamos, assim, daquela que é, para mim, a pior forma de espera: esperar sem nos apercebermos sequer que estamos à espera.

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