Julho 2016

A Espera

O isolamento arrancou-lhe as recordações das quatro paredes, que via agora cada vez mais nuas e tirou-lhe os retratos de outros tempos, comeu-lhe as entranhas e amareleceu-lhe as peles.

Deixou-o à janela, como gato manso ao sol, de boina na cabeça, a olhar sem ver quem passa. À espera.

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