Subversão

O dia 12 de setembro finalmente chegara, e numa questão de um par de horas estava a desenrolar-se totalmente fora do plano. O vazio que se instalara dentro do meu estômago crescia descontrolado e eu só queria ir para casa, mas já não tinha uma: a da Póvoa de Lanhoso estava desfeita, a de Lisboa ainda não era minha. Os meus pais não viviam o conto de fadas em que eu acreditava. E eu já não era a pessoa que achava ser; já não me conhecia: se até à véspera sabia como iria – ou, pelo menos, como deveria – reagir às diversas situações, agora duvidava de mim, dos meus conceitos e das minhas decisões. Continuar a ler Subversão

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