Terça e quintas

Era nesse momento que começavam a cantar a canção:

– Terças e quintas! Terças e quintas! Terças e quintas!

E dançavam pela noite fora dando as mãos e cantando num coro angelical aqueles dias da semana, acompanhado na melodia pelo som do vento a abanar as folhas das árvores, enquanto me pediam em pensamento para matar, para amar, para mudar de lugar, para magoar, para incendiar.

Continuar a ler Terça e quintas

Anúncios

Nas sombras da cidade

Agarro na mala e apresso o passo. Juro que ouço passos atrás de mim mas, sempre que olho, não vejo nem um cão. Mas está alguém atrás de mim. Eu sei. Eu sinto-o. Agora caminho a um passo quase de corrida. Só não corro porque o meu joelho não permite. Ouço os passos atrás de mim. Estão cada vez mais apressados, tal como os meus. Estou quase a correr. Tenho medo.

Continuar a ler Nas sombras da cidade

Acorda

Senti-lhe as mãos ásperas a passarem-me pelos braços e a rasgarem-me a camisa. “Oh meus Deus, fá-lo parar, por favor fá-lo parar!” Comecei a tremer como se o meu corpo tivesse sido atravessado por uma corrente eléctrica, uma convulsão atrás da outra. Ele fez mais pressão sobre mim, mais inclinado sobre mim, o bafo quente e ébrio sobre a minha cara, a mandar-me parar senão…

Continuar a ler Acorda

Yukio no noroi (幸雄の呪い – A Maldição de Yukio)

Lia-se no dia seguinte, na mesma parede, também escrito a vermelho como a primeira mensagem, a qual desaparecera completamente da parede para dar lugar à nova resposta. Com ele era assim, uma revelação de cada vez.

Misa aceitou que a comunicação entre eles seria invulgarmente lenta.

Continuar a ler Yukio no noroi (幸雄の呪い – A Maldição de Yukio)