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Cinco anos

Passaram cinco anos e enquanto descia a avenida sentiu um aperto no peito. Emocionou-se. Foram cinco anos, sessenta meses, duzentas e quarenta semanas, mil oitocentos e vinte seis dias, perto de quarenta e quatro mil horas.

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semana 4

Se fosse para ficar sempre no mesmo sítio…

Acho que, se fosse suposto ficarmos sempre no mesmo lugar, ninguém teria inventado meios de transporte e não haveria estradas. Odeio fazer e desfazer malas, mas não há nada melhor do que ir a sítios novos, ver o que nunca vimos, sentir o que nunca sentimos.

É difícil ir embora… até nos irmos embora. E depois é o raio da coisa mais fácil do mundo. Há meses li um livro onde estava esta frase. Dias antes, uma amiga, que agora está em Londres, dizia-me: “acaba o curso, faz as malas e baza”.

Além de Portugal, só estive em Espanha, ali mesmo na fronteira. Não é assim tão longe; eu sou de mais perto de Espanha do que de Lisboa. Em Portugal, já estive no Algarve, no Porto, no Ribatejo, no Douro. Já subi à Serra da Estrela, vivo na capital, já estive em Coimbra, em Castelo Branco, na cidade-neve, na cidade mais alta, já vi Sintra do alto do Palácio da Pena, já molhei os pés na praia de Cascais em pleno Março. Quero ainda ir a Évora, a Setúbal, a Aveiro, a Braga e ter o Porto como casa. Depois, claro, tenho todo um mundo por ver.

Acho que, se fosse suposto ficarmos sempre no mesmo lugar, ninguém teria inventado meios de transporte e não haveria estradas. Odeio fazer e desfazer malas, mas não há nada melhor do que ir a sítios novos, ver o que nunca vimos, sentir o que nunca sentimos.

Tenho a mala de viagem ao meu lado. Não vou a lado algum. Vontade não me falta, mas não vou. Mas quero tanto ir.

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