Maio 2016

O destino de Sigewulf

E aí ele compreendeu o que ela lhe estava verdadeiramente a ensinar. Que o mar, tão verdadeiro e palpável naquele momento, era – ao mesmo tempo – uma metáfora para tudo aquilo que a vida jogara contra ele durante os seus curtos anos naquele mundo. Naquele momento, soube que nunca tinham feito por ele […] o que aquela rapariguinha de olhos verdes e nascimento nobre tinha feito. Nunca ninguém quisera saber dele até então. Já não estava sozinho.

Continue reading “O destino de Sigewulf”

Anúncios
Maio 2016

O melhor lugar do mundo

Aquela era praia deles. Aquele recanto que Ela visitava de Verão e de Inverno, juntamente com os irmãos. Aquele pedaço de areia coberto de águas límpidas que quase ninguém conhecia, mas para o qual eles sabiam o caminho de olhos fechados.

Continue reading “O melhor lugar do mundo”

Maio 2016

O Lugar Onde Acaba o Mar

Já passou uma semana desde que aqui estou. Continuo a comprar pão naquela mulher, da qual já não te deves recordar. A tua memória começou a falhar e perdida na minha solidão destes dias que passam devagar, penso que esse também deve ser um dos motivos para eu voltar a estes lugares. Não quero esquecer. Não posso esquecer. Não me deixes esquecer, Mãe.

Continue reading “O Lugar Onde Acaba o Mar”

Maio 2016, temas

Tema para Maio: a praia como espaço da narrativa

Hoje pode estar um dia feio, mas acreditem que isto ainda vai mudar muito. Até há poucos dias atrás, já se viam fotos de pessoas na praia, a aproveitar os primeiros raios de sol e calor com sabor primaveril.
A pensar nestes dias que convidam a banhos de sol e mergulhos na praia, este mês a praia será não o tema do CPR, mas o palco dos nossos textos, ou seja, os nossos textos terão que ter a praia como plano de fundo, como personagem, o que quiserem. Tem é que ter destaque. 🙂

E como a praia não é só um local de lazer e preguiça, mas também um lugar mágico propício a inspiração e até a momentos de introspecção, deixamos convosco esta inspiração sob a forma de um poema da Sophia de Mello Breyner Andresen.

Praia

Na luz oscilam os múltiplos navios
Caminho ao longo dos oceanos frios
As ondas desenrolam os seus braços
E brancos tombam de bruços
A praia é lisa e longa sobre o vento
Saturada de espaços e maresia
E para trás fica o murmúrio
Das ondas enroladas como búzios.