Epístola número um

Desde que cheguei que todas as pessoas estão a fazer greve, os estudantes arrancam as pedras da calçada e pintam “Sous les pavés, la plage!” nas paredes. Imaginas?
[…] Eu cá deambulo pelas ruas, imagino Mário de Sá-Carneiro a rir-se num qualquer café na companhia de Santa-Rita Pintor. Ou será que ele nunca se ria?

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Crónicas existenciais 1.01 ou a origem do meu CPR

Esperamos calando os nossos pequenos anseios. Esperamos por segundas oportunidades ou primeiras aventuras. […] Esperamos, assim, daquela que é, para mim, a pior forma de espera: esperar sem nos apercebermos sequer que estamos à espera.

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“Desculpe a demora Claudia, agora é a sua vez”

É fantástica a semelhança que uma sala de espera (qualquer uma) tem com a vida.
[…]
Uns são mais impacientes que outros, mas passamos a nossa vida à espera de algo, de tudo, de pouco, de nada, de muito, de alguém, enfim é uma vida à espera.

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Caixa de Correio

E como em tudo na vida, esperava o pôr-do-sol, o exacto segundo em que o sol se deita na água, junto ao horizonte, para lhe falar. Mas o lusco-fusco escorregava-lhe por entre as pálpebras, ele fechava os olhos porque lhe fazia confusão na íris e, num segundo, já era de noite e tinha de esperar até ao final do dia seguinte.

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